sexta-feira, 9 de julho de 2010

"...Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos..."

Me confesso anti-rubronegro por razões várias, talvez a mais significativa seja o fato de sempre acreditar que o torcedor "urubu" é prepontente, capaz de façanhas inacreditáveis para se achar "por cima", ainda que esteja atolado na mais cruel das derrotas, pessoas que não vêem decepção, ainda que o revés seja cristalino. Mas fui invadido por calafrios ao encarar a situação atravesada pelo goleiro Bruno, que movido pela insensatez se envolveu naquele que considero o mais cruel assassinato dos últimos tempo, temperado pelo terror e cheio de capítulos repletos de crueldade. Imagino como tantas pessoas podem se envolver em um acontecimento covarde, sem oferecer qualquer chance de defesa à vítima, principalmente porque se tratava de uma mulher, que acompanhou indefesa a miríade de dor construída em detalhes macabro, sangrentos, absolutamente alheios à natureza humana.
Por que um profissional de sucesso, apesar de toda a arrogância que sempre o moveu, é capaz de um gesto tresloucado e infame? Que razões tão fortes motivaram a selvageria cometida  sem benevolência? Que situações motivaram tanta barbaridade?
São perguntas que jamais serão respondidas, porque não há respostas dignas para um fato desumano e absolutamente desnecessário.
AS mulheres tyêm sido vítimas do amor nos últimos tempo. Namorados matam suas parceiras e se livarm dos corpos, abandonando em riachos, malas, mutiladas e atiradas aos cães, feridas em sua vida e dignidade. Precisamos analisar os caminhos por onde muitos de nossos jovens estão caminhando, buscando entender um caso que comove a opinião pública e é manchete em todos os noticiários.
A fotografia deixou de ser de um atleta vitorioso e passa a ser de um presidiário. O sucesso do pobre menino esquecido e problemático, que alcançou fama e prestigio é substituído pelo incerto futuro do crime. O sorriso é substituído pela indecisão, de não poder voltar atrás e impedir que a siuação tenha reversão. Porque o fim da vida se assemelha aos fenômenos químicos e é irreversível. 
Como defender um facínora que trama detalhatamente a brutalidade, como buscar arrependimento em alguém capaz de tanta irracionalidade. Neste caso o tempo não se responsabiliza em apagar as sequelas, que se tornam irreversíveis. O direito não encontra motivação para a defesa, e a sociedade é o principal elemento de condenação.
Mesmo que sejam encontradas oportunidades para defender o atleta, cercado de tantos problemas e bandidos, jamais haverá retorno par a dignidade, que foi jogada no ralo e nunca voltará. O amor abandonou a vida de muitas pessoas, e dos altores deste crime de modo especial, porque a premeditação, a violência e todo o enredo se misturam em um emaranhado de fatos inexplicáveis.
Tenho dó da vítima e de seus algozes, e espero não ter que cruzar elementos deste tipo em nenhum momento de minha vida, porque o medo que toma conta do Brasil, foi construído a partir da selvageria presente na mentalidade de pessoas que desconhecem a compaixão e desvalorizam a vida por completo. 
Não basta pedir justiça, é necesário clamar para que o nosso amanhã não seja manchado pelo sangue derrramado pela insensatez daqueles que se acham intiocáveis. Aproveito para ressaltar que o crime perfeito ainda não foi inventado, principalmente se o criminoso resolver aumentar a sua relação de cúmplices acreditanbdo que todos devem calar.  

quinta-feira, 8 de julho de 2010

FESTIVAL DA CANÇÃO OUREMENSE

Não sou chegado a desabafos, até porque reconheço que as questões pessoais não devem superar o intento de fornecer combustível para a vontade dos outros, entretanto, relembro com satisfação toda a luta pessoal para construir, ou reconstruir, um evento que tenho como parte de mim, porque acredito que podemos ser melhores se quisermos, ainda que haja pessoas que nos empurrem para trás. 
Certa vez um prefeito de Ourém, cidade que tanto amo, me afirmou que o Festival da Canção, maior evento cultural do município, era muito grande para mim, justamente eu, que coordenara 14 vezes o evento, e que atuava sem busca de promoção pessoal, mas com o intento de divulgar Ourém e seu povo, suas coisas, vontades, cores e sonhos, pérola brilhante, Iara que encanta nas margens do Guamá, rio que atravessa o nordeste do estado e chega na baía de Guajará.
Devemos dar tempo ao tempo, sem dar respostas precipitadas, sem ofender, ainda que tenha sido ofendido, mas escrever a história sem penas, mas com a força do trabalho. 
Voltamos a corrdenar, junto com o Zeco Penna, o mesmo evento que engrandeceu tanto, a ponto de esquecer quem realmente solidificou seus alicerces, quem plantou as sementes que o construíram, encorajando a todos para que entrassem na festa e se promovessem pessoalmente, e ao mesmo tempo divulgassem Ourém. 
Relembro do Natinho Sarmento, que com sua Belina lotada de instrumentos musicais, chegava ao município e não media forças para que o Festival acontecesse, porque sempre foi amante de cada detalhe ouremense. Seu lugar, sua terra, seu rincão, o seu melhor pedaço de chão. Que não aderiu ao boicote dos inconformados e assistiu às primeiras inscrições dos grandes nomes da música paraense, ajudando a construir o nome de um grande evento. Como ele, retratrados na história da música do lugar, estão o Paulo Augusto,  Tomaz Ruffeil, Fernando Piaui, Veloso, Alderico Aires, Ismael Reis, Jorge e Paulo Bragança, Simone Carvalho, Claudinha Cunha, Mestre Brasil, Cardoso, Faustino, Deco e tantos outros,  que não entenderam a sua a grandeza de suas obras, mas foram importantes para solidificar a força de nossa música.
Se o evento ficou tão grande que não pudesse abraçar àqueles que o construíram, reforçamos a hipótese de que é possível crescer sem empurrões, grandes ou pequenos, mas capazes de levar adiante.
O Festival da Canção Ouremense está de volta, interestadual, trazendo de volta os grandes nomes da música paraense, se reafirmando e mostrando sua força, como fênix, reconstruído com força cabocla, sem equipes imensamente grandes ou aparatos exuberantes. Renasce humilde e grandioso, felicidade de um povo, que acredita que é possível ser grande e simples. Elaborado por uma administração municipal que acredita que, apoiando as forças que estão na terra, não precisará se arrepender pelos erros cometidos por alguns. Que apenas vieram, fizeram, deixaram dúvidas e partiram.
Superando as discórdias e acreditando no talento, seremos capazes de provar que é fácil chegar e se impor, mas que apenas os bons conseguem se perpetuar. Amanhã, quando tudo acabar, seremos responsáveis pelo embelazamento de um nome já belo, pela fortalecimento de um povo, pela luta incessante em busca do melhor, ao lado de todos, ouvindo diferentes opiniões, assimilando valores realmente eficientes, dessa forma Ourém e seu povo se orgulharão de todos que estenderam as mãos para auxiliar em seu crescimento.
"Vem, vamos embora, que esperar não é fazer. Quem sabe faz a hora não espera acontecer".