sábado, 11 de setembro de 2010

FICHA LIMPA SIM, DESDE QUE NÃO SEJA A MINHA!!!

Essa história de "ficha limpa" nas atuais eleições tem muito a ver com o roteiro criado na tal lei da "responsabilidade fiscal", que cobrava (no passado mesmo), saneamento nas contas e respeito ao dinheiro público na administração federal, estadual e municipal, de tal forma que, se um ordenador de despesa fosse flagrado em ações que estivessem em desacordo com as normas contábeis estabelecidas pelos tribunais de contas, o mesmo teria que ressarcir (rsrsrs!!!) o dinheiro roubado e sanear as contas antes do encerramento do mandato, do contrário seria preso, isso mesmo, preso!!. Mas perguntemos.... quem foi trancafiado por conta da tal lei??? ninguém. Essa é a resposta que nos transforma em bobos, idiotas, um monte de in..,, porque as denúncias não são encaminhadas e o certo é roubar... roubar... roubar... e o povo que se dane.
Agora surge a tal ficha limpa, com os tribunais responsáveis pelo julgamento dos envolvidos em ações que os tornem inelegíveis. Mas o judiciários tem vários pesos e várias medidas, e as instâncias, quanto mais superiores forem, ou quanto mais se aproximarem de Brasília, mas se distancia da verdade, porque vêem menos, interpretam menos, sabem menos ou não sabem de nada, e terminam por absolver quem foi pego com a galinha na mão na saída do galinheiro. Só não se sabe porque os processos não se encerram na esfera estadual, e os envolvidos não são mandados para os lugares destinados aos sonegadores, trambiqueiros, ladrões, estelionatários e tantos outros malfeitores, que criaram a cultura da impunidade e estão acima da lei.
A pena maior é que existe uma legião de seguidores, ou comparsas, que ainda elegem esses bandidos e os tornam imunes, compartilhando com suas pretensões de não serem julgados pela justiça comum (se é que existe justiça comum!), porque adquirem foro privilegiado depois de eleitos e empossados pela mesma justiça que deveria privá-los do direito de concorrer.
Realmente a justiça é cega, mas quando quer, quando lhe é conveniente, quando o direito violado por um, ferindo milhões, parece apenas uma brincadeira, porque as vítimas da irresponsabilidade no exercício do mandato não podem agir contra os seus algozes, uma vez que o corporativismo político virou pano de fundo e estratégia de vereadores, deputados e senadores para se manterem nos cargos quando são flagrados com a boca na botija.
Há uma eleição de aproximando e centenas de processo que solicitam impugnações de candidaturas em tramitação. Mas não aguardemos por um desfecho que aguarde ao povo e cumpra a lei, porque os mesmo homens e as mesmas mulheres que propõem e aprovam as leis, são os responsáveis pela descumprimento de seus ditames. Porque esse país de impunidade só tem cadeias (lotadas) para pobres, pretos, putas e tantos outros que ousem errar se estiverem inseridos na família dos "pês ", enquanto isso, a caravana passa e os cães ladram, e algumas centenas de patriotas continuarão a bradar pelas ruas as estrofes do Vandré, na famosa "Prá não dizer que não falei das flores"

sexta-feira, 9 de julho de 2010

"...Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos..."

Me confesso anti-rubronegro por razões várias, talvez a mais significativa seja o fato de sempre acreditar que o torcedor "urubu" é prepontente, capaz de façanhas inacreditáveis para se achar "por cima", ainda que esteja atolado na mais cruel das derrotas, pessoas que não vêem decepção, ainda que o revés seja cristalino. Mas fui invadido por calafrios ao encarar a situação atravesada pelo goleiro Bruno, que movido pela insensatez se envolveu naquele que considero o mais cruel assassinato dos últimos tempo, temperado pelo terror e cheio de capítulos repletos de crueldade. Imagino como tantas pessoas podem se envolver em um acontecimento covarde, sem oferecer qualquer chance de defesa à vítima, principalmente porque se tratava de uma mulher, que acompanhou indefesa a miríade de dor construída em detalhes macabro, sangrentos, absolutamente alheios à natureza humana.
Por que um profissional de sucesso, apesar de toda a arrogância que sempre o moveu, é capaz de um gesto tresloucado e infame? Que razões tão fortes motivaram a selvageria cometida  sem benevolência? Que situações motivaram tanta barbaridade?
São perguntas que jamais serão respondidas, porque não há respostas dignas para um fato desumano e absolutamente desnecessário.
AS mulheres tyêm sido vítimas do amor nos últimos tempo. Namorados matam suas parceiras e se livarm dos corpos, abandonando em riachos, malas, mutiladas e atiradas aos cães, feridas em sua vida e dignidade. Precisamos analisar os caminhos por onde muitos de nossos jovens estão caminhando, buscando entender um caso que comove a opinião pública e é manchete em todos os noticiários.
A fotografia deixou de ser de um atleta vitorioso e passa a ser de um presidiário. O sucesso do pobre menino esquecido e problemático, que alcançou fama e prestigio é substituído pelo incerto futuro do crime. O sorriso é substituído pela indecisão, de não poder voltar atrás e impedir que a siuação tenha reversão. Porque o fim da vida se assemelha aos fenômenos químicos e é irreversível. 
Como defender um facínora que trama detalhatamente a brutalidade, como buscar arrependimento em alguém capaz de tanta irracionalidade. Neste caso o tempo não se responsabiliza em apagar as sequelas, que se tornam irreversíveis. O direito não encontra motivação para a defesa, e a sociedade é o principal elemento de condenação.
Mesmo que sejam encontradas oportunidades para defender o atleta, cercado de tantos problemas e bandidos, jamais haverá retorno par a dignidade, que foi jogada no ralo e nunca voltará. O amor abandonou a vida de muitas pessoas, e dos altores deste crime de modo especial, porque a premeditação, a violência e todo o enredo se misturam em um emaranhado de fatos inexplicáveis.
Tenho dó da vítima e de seus algozes, e espero não ter que cruzar elementos deste tipo em nenhum momento de minha vida, porque o medo que toma conta do Brasil, foi construído a partir da selvageria presente na mentalidade de pessoas que desconhecem a compaixão e desvalorizam a vida por completo. 
Não basta pedir justiça, é necesário clamar para que o nosso amanhã não seja manchado pelo sangue derrramado pela insensatez daqueles que se acham intiocáveis. Aproveito para ressaltar que o crime perfeito ainda não foi inventado, principalmente se o criminoso resolver aumentar a sua relação de cúmplices acreditanbdo que todos devem calar.  

quinta-feira, 8 de julho de 2010

FESTIVAL DA CANÇÃO OUREMENSE

Não sou chegado a desabafos, até porque reconheço que as questões pessoais não devem superar o intento de fornecer combustível para a vontade dos outros, entretanto, relembro com satisfação toda a luta pessoal para construir, ou reconstruir, um evento que tenho como parte de mim, porque acredito que podemos ser melhores se quisermos, ainda que haja pessoas que nos empurrem para trás. 
Certa vez um prefeito de Ourém, cidade que tanto amo, me afirmou que o Festival da Canção, maior evento cultural do município, era muito grande para mim, justamente eu, que coordenara 14 vezes o evento, e que atuava sem busca de promoção pessoal, mas com o intento de divulgar Ourém e seu povo, suas coisas, vontades, cores e sonhos, pérola brilhante, Iara que encanta nas margens do Guamá, rio que atravessa o nordeste do estado e chega na baía de Guajará.
Devemos dar tempo ao tempo, sem dar respostas precipitadas, sem ofender, ainda que tenha sido ofendido, mas escrever a história sem penas, mas com a força do trabalho. 
Voltamos a corrdenar, junto com o Zeco Penna, o mesmo evento que engrandeceu tanto, a ponto de esquecer quem realmente solidificou seus alicerces, quem plantou as sementes que o construíram, encorajando a todos para que entrassem na festa e se promovessem pessoalmente, e ao mesmo tempo divulgassem Ourém. 
Relembro do Natinho Sarmento, que com sua Belina lotada de instrumentos musicais, chegava ao município e não media forças para que o Festival acontecesse, porque sempre foi amante de cada detalhe ouremense. Seu lugar, sua terra, seu rincão, o seu melhor pedaço de chão. Que não aderiu ao boicote dos inconformados e assistiu às primeiras inscrições dos grandes nomes da música paraense, ajudando a construir o nome de um grande evento. Como ele, retratrados na história da música do lugar, estão o Paulo Augusto,  Tomaz Ruffeil, Fernando Piaui, Veloso, Alderico Aires, Ismael Reis, Jorge e Paulo Bragança, Simone Carvalho, Claudinha Cunha, Mestre Brasil, Cardoso, Faustino, Deco e tantos outros,  que não entenderam a sua a grandeza de suas obras, mas foram importantes para solidificar a força de nossa música.
Se o evento ficou tão grande que não pudesse abraçar àqueles que o construíram, reforçamos a hipótese de que é possível crescer sem empurrões, grandes ou pequenos, mas capazes de levar adiante.
O Festival da Canção Ouremense está de volta, interestadual, trazendo de volta os grandes nomes da música paraense, se reafirmando e mostrando sua força, como fênix, reconstruído com força cabocla, sem equipes imensamente grandes ou aparatos exuberantes. Renasce humilde e grandioso, felicidade de um povo, que acredita que é possível ser grande e simples. Elaborado por uma administração municipal que acredita que, apoiando as forças que estão na terra, não precisará se arrepender pelos erros cometidos por alguns. Que apenas vieram, fizeram, deixaram dúvidas e partiram.
Superando as discórdias e acreditando no talento, seremos capazes de provar que é fácil chegar e se impor, mas que apenas os bons conseguem se perpetuar. Amanhã, quando tudo acabar, seremos responsáveis pelo embelazamento de um nome já belo, pela fortalecimento de um povo, pela luta incessante em busca do melhor, ao lado de todos, ouvindo diferentes opiniões, assimilando valores realmente eficientes, dessa forma Ourém e seu povo se orgulharão de todos que estenderam as mãos para auxiliar em seu crescimento.
"Vem, vamos embora, que esperar não é fazer. Quem sabe faz a hora não espera acontecer". 

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Partido Verde em Ourém - Caminho para um novo futuro.


A multiplicação das siglas partidárias, aumentadas exponencialmente em relação aos dois minguados partidos existentes no período da ditadura militar, responsável pelo cerceamento da liberdade de expressão e de quaisquer atos contrários às determinações do "regime", acostumou muitos brasileiros a se acomodarem, assintindo calados e inoperantes a todas as atrocidades cometidas em nome da "democracia e da segurança nacional. A mesma segurança que foi responsável pelos atos ilícitos ocorridos nos porões de instituições que deveriam zelar pela integridade do cidadão e defender seus direitos, mas, ao contrário de suas reais e verdadeiras atribuições, ceifou milhares de vida, sob determinação de governantes e seus comandados, que calavam pelas armas e não permitiam a proliferação daquilo que não lhes agradasse.
Foi o mais triste momento da história nacional, vivido sob o domínio do terror e marcado por ações excusas de muitos fardados, que sob a alegação de defenderem a Pátria, fiscalizavam a inteligência e a vida de cidadãos e instituições que acreditaram que era possível vencer a ditadura e a intromissão de estrangeiros na manutenção de um regime cruel e sanguinário.
Assim o Brasil caminhou por muitos anos, acorrentado e incapaz de falar, amordaçado, trancado, impedido de externar suas opiniões, infeliz sob todos os pontos de vista. Justamente o país que lutara ferrenhamente contra a escravidão negra até conquistar a abolição, que anteriormente se uniu aos portugueses para se livrar das rédeas que o mantinha preso a eles, que acompanhou a inquietação gerada naqueles que clamaram pela anistia de exilados, assistindo à volta triunfal daqueles que conseguiram escapar da morte e pisaram novamente nos mesmo solo verde e amarelos de onde foram expulsos, motivados para a reconstrução de sua história pessoal e a de seu país, fundamentais na luta pelas "DIRETAS JÁ", ocorrida com a participação de toda a população, embora manchada pelo triste episódio que culminou com a morte de Tancredo Neves, que chocou os brasileiros e que ocorreu em circunstâncias que dificilmente serão esclarecidas.
O dia vinte de abril deste ano é uma data histórica para Ourém, porque se insere dentre aquelas em que, um simples acontecimento pode mudar o caminhar para o futuro do município, justamente porque foi utilizado para a instalação da comissão provisória do Partido Verde, formada por pessoas sem participação direta nas decisões políticas do município, interessadas na condução de uma nova proposta para a juventude e para toda a população, que assiste calada à extração do seixo e a fabricação de tijolos, retirando do solo o material que promove o lucro de mineradoras e olarias, retirando a cobertura vegetal, inviabilizando a agricultura de subsistência e promovendo a miséria nas famílias de colonos, que deixam suas pequenas propriedades na zona rural, depois de vendê-las aos empresários, e se instalam na periferia da cidade, aumentando as estatísticas que relatam a falta de saúde e educação, violência, inexistência da saneamento básico e miséria, tudo misturado e responsável pelo comprometimento do IDH do município, se for realmente levantada a situação em que vivem centenas de famílias que hoje habitam as humildes moradias levantadas nos novos bairros da sede do município, sem infra-estrutura e oportunidades para o trabalho e geração de renda.
O Partido Verde tem uma tradição de luta na defesa da manutenção dos recursos naturais e na sustentabilidade, e por essa razão, merece atenção o fato de ter chegado ao lugar banhada pelos sofridos rios Guamá e Caeté e tantos outros igarapés que antes eram cartões-postais, e atualmente assombram com a diminuição do volume d'água e o desaparecimento de espécies que antes alimentavam aos moradores ribeirinhos, mas sumiram das mesas em virtude de todas as agressões à rede hidrográfica que orgulhava o lugar e incentivava o seu potencial turístico.
Participei como convidado deste grande momento, que contou a com a presença do presidente estadual do partido - o ex-deputado estadual Zé Carlos do PV, e do cantor Diogo, conhecido pelos sucessos que acompanharam muitas baladas na região, e por ter gravado a música "beijo quente", vencedora do II Festival da Canção Ouremense.
Todos se manifestaram mostrando a necessidade de discutir a situação em que se encontra o município, caminhando para uma nova política de desenvolvimento: menos agressiva e de maior valorização do homem e seu trabalho, privilegiando a vida e proporcionando o bem-estar das comunidades.
É uma proposta que esbarra em muitos interesses financeiros, mas pode celebrar a intromissão de um novo critério para a ação dos políticos ouremenses: a preocupação com o meio-ambiente e a garantia da preservação do que nos é oferecido pela natureza, cada vez mais agredida e sem condições de reagir contra a falta de escrúpulos daqueles que constroem o desenvolvimento de uns com a fabricação do sofrimento em outros.
Aconselho aos novos integrante do PV em Ourém, a se aliarem às instituições, ouvindo opiniões que contribuam para o diálogo aberto acerca da triste realidade que abala o povo de um dos lugares mais belos do Pará, cada vez mais subtraído em suas riquezas e impedido de sorrir, porque as feridas provocadas no chão que sustenta seu povo podem ser irreversíveis, destruindo a camada produtiva, comprometendo a qualidade da água dos rios e mananciais, matando a mata nativa e o orgulho de um povo trabalhador e honesto.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Dividir o Pará significa multiplicar a miséria

No sábado, dia 18 de abril. convidado pelo amigo Paulo Zildene, produtor e apresentador do Programa "Bastidores do Poder", veiculado semanalmente na Rádio FM Educativa de Capanema, município localizado no Nordeste paraense, deveria falar sobre o processo de organização do XXVI FESTIVAL DA CANÇÃO OUREMENSE, o mais importante evento cultural do município de Ourém e integrante do calendário oficial de eventos do estado, que terei a honra de coordenar, mais uma vez, em companhia do músico Zeco Penna e apoio da Secretaria de Cultura de Ourém. Mas o começo do programa foi surpreendente, porque contaria com a participação do senador da República Mozarildo Cavalcante do PTB de Roraima, responsável pelo encaminhamento do projeto que cria o estado de Tapajós, que toma do Pará o lado Oeste e terá como capital a cidade de Santerém.
A princípio o senador fez uma longa explanação acerca dos benefício que e emancipação trará para a região em questão, esclarecendo os motivos que o levaram a tomar a iniciativa, e ao mesmo tempo, afirmando que o processo não trará prejuízos para o Pará, que já foi responsável pelo sustento de toda a região, formado por um povo trabalhador e que luta incessantemente pela defesa de seu território.
Ouvi atentamente o depoimento do ilustre senador mas não deixei de refletir sobre a grave situação que nos ronda, imaginando um futuro drástico para o lugar que já foi palco de lutas sangrentas em defesa da autonomia de seu patrimônio,relembrando os os detalhes presentes na luta de aldeões contra os poderosos portugueses que aqui se instalaram e tentaram manter a hegemonia lusitana, impedidos pela força cabocla dos nativos que partiram à luta para combater os desmandos praticados contra a população humilde, que se armou para defender os seus interesses na Cabanagem, único movimento nativista em que os revoltosos chegaram ao poder.
Ocorrido no período Regencial o movimento mobilizou mestiços e índios do Grão-Pará na luta contra a total miséria que os impedia de viver, porque não tinham trabalho e condições adequadas de sobrevivência. Eles eram os cabanos, vindos de casebres erguidos nas margens dos rios, abandonados pelo governo central e revoltados com a situação vexatória e a indicação de um presidente da província que desagradava a todos e, ao mesmo tempo, buscando a conquista da independência do Grão-Pará.
Os cabanos queriam melhores condições de vida, os fazendeiros e comerciantes que lideraram a revolta, pretendiam obter maior participação nas decisões administrativas e políticas da província.
Os cabanos ocuparam a cidade de Belém em 1835 e nomearam o fazendeiro Félix Malcher para a presidência da província, sucedido pelo lavrador Francisco Pedro Vinagre e Eduardo Angelim, incentivados pelas idéias do Cônego Batista Campos.
Imaginei a situação daqueles bravos lutadores e encontrei nas palavras do senador uma rèsquia de dor que é motivo da preocupação da muitos, que sabem que emancipar o Tapajós e, ao mesmo tempo, o estado de Carajás, significaria a construção de um futuro de caos para o estado "mãe", que manteria para si a área de maior densidade demográfica e de maior concentração de problemas em todas as áreas, porque perderíamos as nossas riquezas minerais concentradas no sudeste e oeste do estado, herdando apenas um território de solos cansados para a agricultura e poucos investimentos na área industrial e de extrativismo realmente produtivo, ao mesmo tempo em que permitiria a eleição de muitos interessados para os cargos de governadores, deputados e senadores nos estados emancipados, que nasceriam ricos e condenariam à míngua o que sobrasse do Pará.
De imediato manifestei a minha posição ao senador Mozarildo, esclarecendo que é chegada a hora de revitalizarmos a Cabanagem, dizendo NÃO a essa estratégia maléfica aos nossos interesses, porque tem objetivos nada promissores aos interesses do Pará, lugar que tanto amamos pela história e grandiosidade.
Chega a hora de mais uma vez nos unirmos, convidando para o debate as partes interessadas, buscando impedir a condenação à qual seremos submetidos com o esfacelamento de nossas riquezas e a intromissão de "estrangeiros" na destruição de nosso patrimônio.
Não devemos cruzar os braços e apenas olhar para o triste quadro que se aproxima, porque se assim o fizermos, permitiremos que a nossa tradição lutadora seja derrotada por interesses particulares. O Pará do Círio de Nazaré, do carimbó, do siriá e do tacacá é a nossa terra, o nosso lugar, o nosso chão. Devemos cobrar respeito e não divisão, do contrário apagaremos a glória de tantos paraenses que orgulhosamente honram sua bandeira e entoam felizes "Quanto orgulha ser filho, de um colosso tão belo e tão forte, juncaremos de flores seu trilho, do Brasil sentinela do norte, e ao deixar de manter esse brilho, preferimos mil vezes a morte".



sexta-feira, 2 de abril de 2010

A triste saga dos heróis - Tributo ao piloto Anderson Fernandes

A notícia mais importante do inacabado final de semana vem manchada pela tristeza, resultado de um desastre que dificilmente terá esclarecida a sua verdadeira causa, a exemplo de tantos outros que reservaram dúvidas e constrangimentos para autoridades e pessoas consideradas comuns.
Refiro-me ao fatal acidente aéreo ocorrido em Lajes (SC), quando o que deveria ser uma festa transformou-se em tragédia, vitimando fatalmente o piloto da Força Aérea Brasileira, Anderson Amaro Fernandes, de 33 anos, que teve escolhida a Sexta-feira Santa como epílogo de sua trajetória vitoriosa como membro da Esquadrilha da Fumaça, justamente numa manobra cuja denominação (trevo) deveria dar sorte, se acompanhasse as tradições presentes no dia-a-dia do povo brasileiro, impulsionado por muitas "mandingas" que preenchem o imaginário existente na cultura popular. Desta vez o rasante da aeronave T27 Tucano, construída pela EMBRAER, que retornaria aos céus quando alcançasse a perigosa distância de pouco mais de 50 metros do solo não deu certo, encerrando uma carreira com mais de 3.500 horas de voo de um profissional experiente e de reconhecida capacidade.
A Esquadrilha da Fumaça, criada em 1952, que já fez mais de 2600 apresentações em todo o mundo, é motivo de orgulho para todos nós, simples mortais, que sempre nos mostramos extasiados com o espetáculo maravilhoso de máquinas que desafiam a gravidade e enchem de apreensão e alegria todos os espectadores. Responsável pela construção de sonhos nas crianças que se deslumbram com o entrelaçar de aviões poderosos e frágeis no céu, soltando fumaça e passando mensagens que nos enchem de otimismo e contentamento.
Relembro das oportunidades em que apreciei a beleza do espetáculo, e que certa vez, no Aéro Clube de Belém, rompi a barreira de soldados da Aeronáutica para tocar no uniforme de um dos consagrados homens que, minutos antes, proporcionara um maravilhosos espetáculo no ar, comemorando o aniversário da cidade.
Aquele momento inesquecível ficou marcado para toda a minha vida, porque concretizou a vontade de estar próximo de um homem diferente, herói de carne e osso, misto de homem e Deus, símbolo supremo da capacidade criativa do ser humano. O sorriso que recebi como recompensa permanece guardado em minha memória, ainda que não tenha conseguido abiscoitar qualquer lembrança material que preenchesse a galeria de humildes troféus que guardei ao longo de toda a minha vida.
A cortina de fumaça criada com a explosão da aeronave conduzida por Anderson Fernandes me trouxe lágrimas e um profundo sentimento de pesar, porque representa outro fato que me acompanhará por muito tempo, porque é uma triste marca na história de uma corporação que registrou apenas quatro acidentes e duas mortes em sua história.
A fatalidade que cerca o episódio relembra outros grandes nomes cujo desaparecimento foi motivo de comoção nacional, a mesma que dominou aos que assistiam à apresentação em Lajes, e que lastimaram aquele momento trágico. Presto minha solidariedade à família e amigos, reconhecendo que a falha mecânica ou humana que enlutou o país, não apagará o sofrimento final do jovem Anderson, cuja experiência deve ter sido fundamental para que tentasse reverter a situação que lhe ceifou a vida.
A morte não representa o fim, nós cristãos temos que acreditar que a perenidade de nossas obras ocorre, quando construímos o bem em nossa permanência terrena, razão pela qual, nesta madrugada, não colocarei a cabeça no travesseiro com a mesma serenidade de sempre, porque ainda que reze insistentemente pelo herói que parte, guardarei a dor sentida por ele no momento da partida, imaginando a vontade de vencer o invencível, percebendo que a peça pregada pelo destino seria inevitável. Espero que a minha dor seja também o lamento de todos os brasileiros que acabam de perder um herói.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Justiça ou Linchamento 2

O certo é que a história ainda não acabou para alguns escondidos em sua própria desgraça, fruto de um insensato, rápido e irreversível lapso de razão, momento e que a atitude não cobra a ética. e respeito pela sensatez ou o repúdio à idolatria do mal. Isso mesmo, ainda que não queiram, muitos ainda veneram a triste idéia de que, agir pelo lado incorreto é mais rápido e eficiente. Exemplos como "trabalhei a vida inteira e não obtive nada...agora vou roubar". E para justificar a atitude seguem os maus exemplos de políticos de meias, cuecas e bolsas enormes, bispos bilionários, marketeiros de esquecidos e/ou desinformados gestores, que de nada sabem, nunca ouviram falar o determinaram a investigação "criteriosa" dos fatos.
São inúmeras e variadas situações que encaminham para a marginalidade, a maioria delas surgidas em consequencia das mazelas sociais que assolam tantos humilhados indivíduos que desconhecem a cidadania, são esquecidos pelos direitos e jamais entenderão o que são deveres, embora cobrem uma postura do sistema que lhes seja favorável, e até conseguem algumas "merrecas" mensais chamadas de bolsa e que são justificadas como "programas sociais". Poderiam ser enquadradas na sigla AVP - Aquisição de Votos à Prestação ou GCM - Garantia de Continuidade da Mamata. O certo é que a vaca é gorda e jamais sofrerá de desnutrição, tem vícios de fabricação que não requerem assistência técnica, justamente porque perdeu o prazo de garantia, haja vista a infinidade de fatos que se espalham no espaço e no tempo, que dissolveram em virtude do esquecimento, ou rapidamente receberam a vacina que as engavetou, justamente porque o pessoal que deveria ser cego, e que se utiliza das togas da incompreensão e do favorecimento, esquece que a justiça não pode escolher um lado, que deve agir baseada em fatos, declarações, detalhes, enfim, que deve agir com honestidade, lisura, imparcialidade, respeito àqueles que não puderam alcançar os tribunais, tanto para agir em nome da justiça, na qualidade de juízes, desembargadores e ministros, quanto para solicitar dela, ações que limitem a atitude incoerente e incompreensível de tantos homens e mulheres, que se utilizam de cargos e apadrinhamentos para tirar proveito pessoal.
O caso Arruda é um exemplo claro disso, e comprova que bandido não deve se associar a outro da mesma linhagem sob o risco de sofrer as consequências escolha mal feita. Os casal Nardoni que o diga, um vítima do outro e os dois vítimas mídia, que não mediu esforços para torná-los os maiores bandidos da história. Cadê o cara que matou a menina num pobre condomínio paulista porque era apaixonado por ela? Onde estão os facínoras que trucidaram o menino João Hélio? O que foi feito do Juiz Nicolau e seus bens? Quantos centavos foram confiscados da fortuna dos Maluf? São perguntas que não merecem respostas, porque afetam a integridade de quem poderia julgar melhor e melhor ser julgado. Mas o futuro pode dar uma resposta, não sei quando e nem como. Porque cansamos de esperar por muitas coisas, e por essa razão, nos cobrimos com a manta do conformismo e esperamos pela destilação de osso próprio sangue, gerando resíduo de uma nova geração, capaz de, sem olhar para trás, construir o modelo de um novo país.